Sinceramente, já não tenho pachorra para ir ao cinema.
Ainda hoje pensei nisso, não pelo post anterior, mas porque há alguns filmes que gostaria de ver, como o Elizabeth.
Mas, que raio... Hoje vamos a um cinema, e chegamos ao lugar cansados, porque custa descolar os pés das carpetes cheias de gordura de pipoca. Os pés fazem aquele barulho como se estivéssemos a pisar papel de parede recheado de super-cola3...
E não obstante, temos que gramar, durante o filme todo, o casal ao lado a trincar pipocas e a tentar acabar com as últimas gotas no copo de litro e meio de Coca-Cola ou Ice Tea, com uma última inspiração... repetida N vezes durante o filme...
Ah, e isto para não falar dos idiotas que vão para um drama porque a comédia estúpida de pancadaria ignóbil já estava esgotada, e ficam a falar e gozar o filme durante toda a exibição.
E os tipos com nervoso miudinho, que ficam sentados imediatamente atrás de nós, e passado algum tempo, seja por nervos ou por bexiga cheia, desatam a tiritar com os pés nas costas do assento, fazendo-nos vibrar como se tocasse um telemóvel gigantesco em silêncio...
E o preço, claro. 5,20€ por um bilhete é dinheiro. Já dava para uma refeição completa no McDonalds. Ou para algumas cadernetas de cromos da Paninni, que dão sempre imenso jeito, não sei bem para quê, mas pelo menos para completar a colecção.
Para mim, a melhor maneira de combater a pirataria, não é com campanhas publicitárias, é mesmo com melhor limpeza das salas (ou pelo menos tirar as carpetes, que facilita a limpeza!), arranjar pipocas que não façam "crack" ao trincar, o que não deve ser difícil com as terapias genéticas de hoje em dia, e colocar alguma vigilância efectiva nas salas, em vez de apenas aparecerem lá os miúdos de uniforme de vez em quando, estranhamente na altura das principais cenas dos filmes...
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